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Vereadores
ANGELA MARIA D. BARBOZA - PSL
13ª LEGISLATURA

Presidente Atual
ANGELA MARIA D. BARBOZA
ALEX SANDRO D SANTOS - PTALEXANDRE FERRAZ FONTOLAN - PSDBDANIEL TEODORO - PSDFABIO DOS SANTOS  - PSD
FELIPE DIEZ MARCHIORETTO - PSL
MARCO ANTONIO BRIGATI - PPSMARIO SEVERINO DA SILVA  - PMDBWAGNER ANTONIO BRAGALDA - PMDB
Próxima Sessão

Plenário José Michelini

24/03/2017, sexta-feira, às 19:30 horas

História do Municipio

Webline Sistemas

               Fonte: Informações subtraídas do livro: “Vida Social e Política de Rafard”, do autor Pedro Silveira Rocha.

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Óleo sobre tela representando Rafard no período de sua fundação. Pintura de Eliseu de Oliveira

Fundada pelo cidadão Júlio Henrique Raffard, a cidadezinha que era denominada como “Villa Raffard”, ganha ares de liberdade e a sonhada identidade política e administrativa, por meio, da emancipação e desintegração de Capivari, no ano de 1965. 

No ano de 1910, a cidade já possuía 4 mil habitantes. A antiga Usina da União São Paulo, hoje atual, COSAN, uma estação ferroviária FEPASA, e vários pontos turísticos chamaram a atenção dos franceses que tinham cargos de gerencia na Usina e tornaram o sonho de muitos rafardenses ainda mais audaz, fazendo com que muitos lutassem pela separação e transformação do distrito em cidade.

Mesmo após brigas com os vizinhos capivarianos, como conta o escritor Silveira Rocha, em seu livro, muitos cidadãos se engajaram na luta pela emancipação, entre eles, o padre Manoel Simões de Lima, da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, José Estanislau do Amaral Filho, o ex-prefeito de Capivari e Luis Ortolani.

Quem era Júlio Henrique Raffard?

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Júlio Henrique Raffard nasceu aos 26 de dezembro de 1851, no Rio de Janeiro, onde seu pai, Eugênio Raffard, era cônsul suíço. Sua descendência era de emigrados franceses, sendo dos Raffard, por parte de pai e dos Lafonte de Montelimart, por parte de mãe. Raffard foi um notável empreendedor. Homem de grande iniciativa fundou o Engenho Central de São João de Capivari, em 1883.

Tudo começou por Júlio Henrique Raffard uma personalidade, muito curiosa possuía vínculos com grupos econômicos ingleses, por causa de suas atividades comerciais, tinha um interesse sobre fatos históricos brasileiros que eram invejáveis. Um homem de visão, extremamente empreendedor, culto e dedicado que fundou o engenho de açúcar e criou um povoado ao seu redor.

Construção Engenho Central (Capivari)

No fim do século XIX, o imperador Dom Pedro II, havia incluído em seu plano de governo, a exemplo do que já havia feito em Pernambuco e na Bahia, a montagem de engenhos de açúcar em solo paulista. 

A designação era de que fosse construído um Engenho Central no município de Capivari. Em 20 de setembro de 1876, o decreto de número 6.317 fez com que a Companhia a ser construída tivesse sua autorização de funcionamento aprovada. Este mesmo decreto aprovou os estatutos que a regeriam.
 

O imperador não desiste de seu objetivo e neste ponto da história entram em cena um grande colaborador de Dom Pedro II e personagem conhecido dos brasileiros: Irineu Evangelista de Souza, conhecido como Barão de Mauá.

Barão de Mauá

Homem extremamente prático, Irineu Evangelista de Souza, não demorou a encontrar o homem que seria uma das peças fundamentais para que o desejo de Dom Pedro II se realizasse. Em uma de suas viagens a Paris, para comprar material para construir suas estradas de ferro em território brasileiro, Barão conheceu um engenheiro mauriciano de descendência francesa chamado André Patureau. 

André Patureau instalou usinas centrais movidas a vapor feitas de material moderno, para a produção de açúcar evaporado e cristalizado sob vácuo, tornando-o branco através da secagem centrífuga. Sua técnica era muito apreciada, pois, foi uma resposta criativa e urgente aos problemas de concorrência que a França e Inglaterra sofriam com relação ao açúcar refinado de beterraba produzido em modernas usinas construídas por toda a Europa.

Monocultura açucareira

As terras de Porto Feliz, Capivari (Villa Raffard) e Piracicaba foram visitadas e confirmadas por Patureau como sendo a de melhor qualidade e mais adaptável à cultura da cana. A terra era propícia para o plantio da cana-de-açúcar, de clima quente e seco – este foi um dos principais elos para a formação do pequeno povoado que perdura até os dias de hoje, com a Usina (COSAN).
Foram nestas terras, que este senhor começou o árduo trabalho de implantação de seus conhecimentos, técnicas e equipamentos.

Não bastava, entretanto, um técnico renomado para fazer com que os objetivos do imperador acontecessem. Era preciso que um empreendedor talentoso, trabalhador, persistente e visionário aparecesse e se interessasse pela política de concessão de garantia de juros mantida pelo imperador. Essas qualidades e mais o preparo intelectual, comercial e cultural foram encontrados em Júlio Henrique Raffard.

Capivari 1884

O Município de Capivari já era zona canavieira com instalações dispersas em seu território e os senhores de engenho comprometeram-se a cessar suas atividades e direcionar o fornecimento de cana para o Engenho Central. 

No entanto, a maioria recusou cumprir o acordo assinado entre as partes, e a safra de 1884 somente foi possível graças às lavouras de cana do Conselheiro Gavião Peixoto e de alguns fornecedores que fiéis ao trato, cumpriram com sua palavra. O início das atividades de fabricação aconteceu em 26 de junho de 1884.
 

Neste mesmo ano, a Princesa Isabel, filha de Dom Pedro II, herdeira do trono, visita na companhia de seu esposo, filhos e comitiva, Júlio Henrique Raffard.

Villa/ Imigrantes

Júlio Henrique Raffard fundou o Engenho Central de São João de Capivari e o povoado que ficou primeiramente conhecido por “Villa Henrique Raffard”, “Villa Raffard” e anos mais tarde elevada a categoria de Distrito, que pertencia a Capivari, Rafard. Marcando o início da colonização da cidade por imigrantes na sua maioria italianos Júlio Henrique, movimentou a cidadezinha com a indústria açucareira e com a produção de álcool. 

Seus primeiros povoadores foram imigrantes italianos que a partir de 1875 foram chegando aos sítios e fazendas da região. Esses mesmos imigrantes viram a “Villa Henrique Raffard” transformar-se em “Villa Raffard” e depois, com o tempo, tornar-se “Raffard”.

Esses homens e mulheres, longe de sua pátria, são tão bem acolhidos nessa nova terra que logo se põe a trabalhar fazendo dela o seu novo lar. A chaminé e sua fumaça não só eram sinais de trabalho como também de dias melhores. Era sinal de que havia perspectiva de que suas famílias ali iriam subsistir.
As grandes moendas do engenho são movidas graças aos braços fortes que alimentam às caldeiras colocando-lhes a lenha. Os mesmos braços que lavram o campo cultivavam as lavouras, cuidavam do campo, semeiam o sonho de uma cidade que um dia seria realidade. Os trabalhadores deste engenho impulsionaram nossa economia. Na época, estes imigrantes que deixando a terra natal sonharam com dias melhores nesta terra tão querida e puseram-se a lavrar a terra. Muitos atletas de fim-de-semana avivavam as colônias com seus campeonatos memoráveis.
 

Aos poucos, as famílias foram crescendo e partilhando a alegria de começar e vencer. Um povo com o grande desejo de liberdade para conduzir o próprio destino. Cidadãos que com perseverança, luta e alegrias conquistaram sua emancipação. Novas famílias, agora de migrantes brasileiros, buscando construir a felicidade em uma terra acolhedora e hospitaleira, fazem parte também deste cenário.

Ares de uma cidade

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A estação de Rafard, em 1980, ainda servindo a uma linha operacional apenas para cargas.

O município tinha rede ferroviária – FEPASA, antiga estrada de ferro Sorocabana, a qual tinha ligação com os municípios Capivari e Mombuca (que na época também pertencia a Capivari). 

Assim, segundo o escritor, começava a surgir à cidade de Rafard, em 1910, que contava com uma média de 700 habitantes, e mais de 100 prédios e ramificações como: Villa Raffard, Futebol Clube, a Corporação Musical Elite (1939), Igreja Nossa Senhora de Lourdes, Rua Maurício Allain, Ginásio Estadual de Rafard (1987), o Cartório de Registro Civil, o Cemitério, a Agência Postal, que atualmente é conhecida por Correio, dentre outros, estabelecimentos que integrariam a cidade e denominariam suas vielas.

As festas eram realizadas nas datas de aniversário nos clubes Elite e União Rafardense, com sessões musicais, oradores, declamadores e peças teatrais as quais eram atração para toda a população do Distrito.

Idealistas em busca da emancipação

Para o escritor, Rafard contou com a ajuda de muitos idealistas, que lutaram para desmembrar a pátria e conseguir a independência político-administrativa tão sonhado aos rafardenses, entre eles: o padre da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, Manoel Simões de Lima, descontente com esquecimento do Distrito, pela administração municipal de Capivari e pelo investimento no desenvolvimento da cidade, foi ferrenho em seu desejo.

Em 1958, é tentada uma revogação da Lei Orgânica Municipal, pela Comissão Plebiscitária (voto do povo por sim ou não) formada por membros da cidade de Rafard, para transformar-se em município, a cidade teria que ter 2 mil habitantes, 10 quilômetros de distância e uma renda local de Cr$ 300.000,00.
A partir daí, Rafard entraria em uma disputa incessantemente duradoura e cansativa com os vizinhos capivarianos, o então prefeito de Capivari, José Estanislau do Amaral Filho dizia: “Se a lei der esse direito a Rafard, serei o primeiro a apertar a mão dos rafardenses e prestar-lhe a devida colaboração no início de sua vida autônoma. Caso contrário queimarei até o último cartucho do esforço que possa desprender. Tudo farei para não ver Capivari empobrecido de um distrito tão rico e tão poderoso como Raffard”.

Diante da intensa briga entre rafardenses e oposicionistas para que a emancipação acontecesse ou não, enquanto isto o lugar estava tomando formas quer sejam: políticas, sociais, econômicas e angariando pretendentes as tão desejadas eleições e vida totalmente independente de município e não mais de Distrito.

Conclusão:

A história do município de Rafard é assim. Uma história profundamente humana. Uma história que continua no coração de cada um de nós, rafardenses com orgulho, que escolhemos essa terra para perpetuar a história das futuras gerações. Súditos que receberam sua princesa Isabel e o bisneto de D. Pedro II. Terra de uma artista genial, Tarsila do Amaral, que aqui sonhou suas obras e levou-as a Semana da Arte Moderna de 22. Um povo com o grande desejo de liberdade para conduzir o próprio destino. Cidadãos que com perseverança, luta e alegria conquistaram sua emancipação! 

Curiosidades

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Dom Pedro II, nasceu em 02 de dezembro de 1825 no Estado do Rio de Janeiro e foi batizado como Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Rafael Gabriel Gonzaga. Sucedeu seu pai, Dom Pedro I, que abdicou o trono em 07 de abril de 1831, Dom Pedro II era um homem muito inteligente e estava atento às novidades tecnológicas do seu tempo
sempre procurando modernizar o Brasil Império.

Júlio Henrique Raffard - Descendente de franceses, nascido em 26 de dezembro de 1851 Raffard transformou em realidade o antigo desejo do imperador, assumindo a construção do Engenho Central e tornando-o realidade.

Concessão de Juros - Dom Pedro II e o ministro da Agricultura, Pedro Luís Pereira de Souza, assinam, em 28 de maio de 1881, o decreto de número 8.123. Este decreto aprovou nova concessão de garantia sobre juros feita diretamente a Júlio Henrique Raffard para assim organizar e estabelecer o Engenho Central no município de São João de Capivari, Província de São Paulo.

Grupo Inglês - Com a concessão em mãos, em 1882, Júlio Henrique Raffard forma sociedade com um grupo inglês, vendendo-lhes parte de seus direitos. Juntos fundavam a “The S. Paulo Sugar Factory of Brazil Limited” e escolheram para a futura indústria açucareira um local que se distanciava apenas 2 quilômetros e meio da cidade de Capivari junto à margem esquerda do rio que recebia o mesmo nome.

Fazenda Leopoldina - Era uma localização estratégica, pois ficaria próxima da estação Estrada de Ferro Ituana o que facilitaria a escoação da sua produção. Estas terras, chamada de Fazenda Boa Vista e Fazenda Leopoldina - eram de propriedade dos senhores João de Campos Camargo, e do Conselheiro Bernardo Avelino Gavião Peixoto.

Fundação do Engenho - A pedra fundamental do engenho foi lançada em 12 de maio de 1883. A pedra foi assentada pelo Conselheiro Gavião Peixoto, e abençoada pelo padre Haroldo de Camargo Tracy Prado Dautre. A solenidade comemorativa foi muito prestigiada e contou com a presença de autoridades e membros da alta sociedade capivariana.

Inovações no Engenho - Ainda em 1883, a “The San Paulo Central Sugar Factor of Brazil Limited” recebeu a transferência da concessão pertencente a Júlio Henrique Raffard. Para a capacidade de moagem de 200 toneladas/dia, o grupo inglês compra caldeiras, moendas, defecadores, tríplices, sistemas de vácuos e outros equipamentos da empresa escocesa “Dale & Kirckaldy”. Nesse período, Raffard contou com André Patureau na área de assessoria técnica e com a ajuda dos especialistas - Henry White e Frederico H. Sawyer, respectivamente cedidos pelo fornecedor dos materiais e pelos acionistas ingleses.

Contra - O jornal local “O Progresso”, cujo proprietário era José Miguel Bósio, recusou ajuda ao padre nas colunas do mesmo, por não concordar com a ideia do Distrito se transformar em município.

Para dividir parte desta história com nossos munícipes, e apreciadores de boas histórias selecionamos pontos históricos e turísticos importantes de Rafard, conhecida carinhosamente como “Cidade Coração”!

Conheça locais públicos e turísticos de Rafard

Fonte: Informações subtraídas do livro: “Vida Social e Política de Rafard”, do autor Pedro Silveira Rocha.

Casarão de Tarsila do Amaral

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A casa onde morou a artista Tarsila do Amaral, localizada na Fazenda São Bernardo, a qual é carinhosamente chamada por Fazenda dos Bosques, devido à quantidade de árvores que se encontra no local formando um arco-íris sobre a estrada, se mantém como ponto turístico até os dias de hoje. Antigos casarões localizados na Fazenda eram ocupados pelos diretores de cargos importantes, na antiga Usina São Paulo. O local é contemplado de uma natureza exuberante e de lugares históricos que vale a pena conhecer!

Fazenda Itapeva

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Em 1975 a pequena Fazenda, ainda pertencente à Capivari, começou a ser povoada por trabalhadores e familiares que vinham trabalhar na Usina. Usados no momento de lazer e religiosidade, a capela, o salão de bailes, o rancho para festas, a sede social e o campo de futebol, deixaram marcas em que viveu naquela época ou cresceu ouvindo as histórias que foram contadas de geração em geração.
A histórica Capela de São João Batista de Itapeva – Situada no centro da Fazenda, foi a 1ª capela construída na região, antes de 1820, pelo padre João Ferreira de Oliveira Bueno.

Estação Sorocabana

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A Estação Sorocabana hoje Memorial da Tarsila do Amaral foi construída nos anos de 1875 e 1876. O trem passava pela estação e fazia parada nas cidades de Rafard, Piracicaba e Itaici (Jundiaí). Com o funcionamento igual ao de uma rodoviária, com bilheteria e telegrafistas, o local possuía um grande fluxo de pessoas que esperavam ou desembarcavam. Sobre os trilhos e sob o soar do apito, já conhecido por toda a cidade, as viagens eram marcadas por bandas que faziam shows nas proximidades do local. 
Hoje, o Memorial da Tarsila localizado, na antiga Estação Sorocabana, tem recebido a visita de alunos das Escolas da região. Por meio de agendamento, com a Diretoria de Cultura.

Unidade Mista de Saúde (UMS)

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A idealizadora da Unidade de Saúde foi a rafardense Maria Thereza Aprillante Gimenez. A Unidade foi inaugurada em 21 de março de 1978. Cidadã rafardense que com muito ardor e muito entusiasmo se dedicou à causa da emancipação político-administrativa do Distrito de Rafard. Ela foi o exemplo de esforço e perseverança. 
Terezinha segundo a vereadora e enfermeira Maria Luiza Perecim Bernardo, percorria as casas na cidade coração, em busca de ajuda para realizar a construção desta Unidade. Com o passar dos anos, ela montou uma associação de moradores e deu início a construção do local. Mais tarde, o ex-prefeito Rubens Simões Pellegrini investiu na ampliação da Unidade e o ex-prefeito Nogueira instituiu uma maternidade, sendo que na época nasceram 6 crianças. Hoje, o local possui também, um local destinado somente para o atendimento de crianças, que funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h - o Espaço Pediátrico “Raul Canaveze Morato”.

Tanque São José

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Local muito cobiçado pelos franceses. Estes em meados da década de 60, passavam horas de lazer no tanque. Quando a comitiva da França, vinha para a cidade visitar a Usina ou até mesmo quando os franceses vinham trabalhar, eles eram recepcionados no local com churrasco, piquenique e passeio de barco. Havia comentários de que no local havia jacarés por conseqüência das águas cristalinas e frescas, que eram cultivadas pelos bambuzais e ótima arborização.
Esta é uma mostra do olhar satisfeito para o passado e um aceno confiante para o futuro!

Usina Cosan

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Com sede em Paris (França) e filial em São Paulo, capital, a antiga Usina São Paulo/SA, foi o 1º engenho central instalado em Capivari e grande geradora de açúcar e álcool. Com grande potencial canavieiro e destaque na produção de novas tecnologias, o atual grupo Cosan, hoje localizado em muitas cidades e também em Rafard, subsidia a cidade de 8 mil habitantes e gera muitos empregos e renda.


Câmara Municipal

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A 1ª sessão de Câmara da cidade foi realizada após autorização do Supremo Tribunal Eleitoral (STE), no dia 25 de março de 1965, no antigo Cine Paratodos. A 1ª sessão de Câmara Municipal de Rafard foi presidida pelo juiz da comarca da época, Antonio Carlos Alves Braga, o promotor público, João Gamaliel Correa Costa, o prefeito de Capivari Romeu Annichino, o Delegado de Polícia de Capivari, Nelson Fonseca, e pelos senhores José Maria Lima, Ary Soares de Freitas, Benedito Aranha e o vereador do município de Porto Feliz. 
Durante os anos de 90 a 2000, o Legislativo era composto por 13 vereadores, modificando-se na última eleição municipal de 2004, para 9 vereadores.

Museu “Major Pires de Campos”

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O prédio do Museu “Major Pires de Campos” da Prefeitura abriga hoje, a Biblioteca Municipal e a Câmara Municipal. No museu os visitadores, poderão ter acesso ao acervo referente aos fatos históricos do município, entrando em contato com documentos de antepassados, peças em argila, painéis que relembram o ciclo canavieiro, resgatando assim, a história da cidade.
Para as cidades interessadas em saber mais sobre a história de Rafard, poderão agendar visitas com a Diretoria de Cultura e Turismo, pelo telefone: (19) 3496-1438 e/ou pelo e-mail: cultura@rafard.sp.gov.br.

Biblioteca Municipal “Júlio Henrique Raffard
Acessa São Paulo (em breve)

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Praça José Rodrigues Moreira, conhecida como Praça do Coração (Jardim Ana).

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Construída na Administração 1997/2000, esta praça possui grandes arbustos, uma fonte símbolo – em forma de coração, bancos, luminárias e um grande fluxo de pessoas. Como desde a época de sua construção, a mesma esta inacabada, a Prefeitura de Rafard, lançou neste ano, o projeto Rafard Mais Verde – “Adote uma Praça” para que esta e mais 13 praças, canteiros, centrais de avenidas, parques e remanescentes de construções sejam adotadas pela iniciativa privada, que são:

Praça Osias Leite Sampaio 
Praça Francisco Tavares de Campos
 
Praça Domingos Fontolan
 
Praça da Bíblia
Praça Carlos Marretto
 
Praça Padre Manoel Simões de Lima
 
Praça Gilberto J. Marteleto Gasparini
 
Praça Vinício Stein de Campos
 
Praça Independência
 
Praça da Bandeira
 
Praça Emancipação
 
Praça Fernando Quibáo
 
Praça Temática Tarsila do Amaral

Prefeitura

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O Paço Municipal de Rafard foi construído e inaugurado no dia 21 de março de 1972, na Administração de Archanjo Honora – 2º prefeito eleito na cidade. No dia 21 de março de 1978, em ato solene o Paço passou a chamar-se “Paço Municipal Dr. Adhemar Pereira de Barros” - governador do Estado de São Paulo e amigo do ex-prefeito. Constituía na época, uma das belezas arquitetônicas da cidade.


Igreja Matriz Nossa Senhora de Lourdes (Padroeira de Rafard)

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O nome foi dado em homenagem à França. Até 1908 a Igreja, era conhecida como Capela de Santo Antonio de Villa Raffard, mas em 1923, já era conhecida como Igreja Matriz de Nossa Senhora de Lourdes de Rafard. 
O terreno para construção foi doado por Paulino Galvão de Almeida França. Com dificuldades, para ver finalizada a obra, imigrantes italianos passaram a fazer apresentações de dança e música, nas casas de famílias com uma boa situação financeira, para angariar fundos para o término da Igreja. Após o término da obra, a primeira missa foi rezada por um padre vindo de Piracicaba. Já no dia 20 de fevereiro de 1923, o Padre Pedro Ciardella foi o primeiro vigário nomeado. Em 1946 o padre Arcádio Fanchini, reformou a Paróquia. Desde então a Igreja já teve 19 padres, e as quermesses da Matriz são consideradas uma das melhores festas religiosas da cidade.
 

Circulo Operário

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Fundado em 1922 por uma das primeiras famílias que povoou Rafard. Luiz Galzignatto nasceu em Veneza, na Itália. Veio para Rafard em 1902. Foi casado com Ida Meneguini Galzignatto e tiveram 9 filhos. Junto com outros conterrâneos fundou o “Circolo Italiani Uniti”, chamado assim na época. O local era utilizado pela mocidade da época, para assistir espetáculos e bailes que eram promovidos.
Atualmente, o espaço é utilizado pelo Rotary Club, e o andar inferior funciona a Assistência Social da Prefeitura, Diretoria de Esportes, Casa da Agricultura e Conselho Tutelar.

Usina Hidrelétrica Leopoldina

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Comandada pelos franceses, está é considerada uma grande obra, pois foram extraídas pedras do próprio local para serem construídas as barragens que moveriam uma pequena Usina Hidrelétrica. Com uma potência considerável em watts de energia, a Usina geraria energia para acionarem máquinas para a produção de açúcar.

 


Represa da Fazenda Santa Rita

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Conhecida pela água cristalina, cardumes que tentavam subir rio acima, bicas de água com boa qualidade, a represa se localiza as margens do Rio Capivari e possui uma Usina Hidrelétrica desativada. Utilizada nos domingos à tarde por jovens visitantes e moradores, para pescar, nadar e fazerem piquenique, antigos comentam que o local era fundo, por possuir um rede moinho.
No dia 22 de fevereiro de 1970 as casas do local e a Usina foram destruídas por uma enchente, jamais vista na história do rio Capivari.

Campeonato Amador de Futebol

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Rafard possuía uma liga municipal de futebol que promovia os campeonatos amadores com participação de São Bernardo, Palmeiras da Fazenda Taquaral, União Agrícola da Fazenda Saltinho, 3 de Maio da Fazenda Itapeva, Santa Alice, Primavera, da Fazenda Boa Vista e RCA.

 

 


Escola Municipal Prof. “Aurélio Sotto”

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Biografia do patrono

• Aurélio Sotto nasceu em Rafard no dia 1º de agosto de 1929. 
• Estudou em Capivari, na Escola Normal e Colégio Estadual Honorato Faustino, depois Padre Fabiano José Moreira de Camargo, onde se formou professor primário em 1951.
 
Freqüentou o Curso de Administração Escolar no Instituto de Educação “Plínio Rodrigues de Moraes” em Tietê.
 
• A 25 de setembro de 1964, foi designado à diretoria vaga do Grupo Escolar “Prof. Fábio de Sylos”, em Campinas, logo em seguida diretor do Grupo Escolar da Professora Ana Rita Godinho Pousa, em Campinas.
 
• Em dezembro de 1972, fez curso de Pedagogia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Mogi das Cruzes.
• Em 1974, afastou-se do Magistério devido a acidente ocorrido em serviço, em razão do qual veio a falecer no dia 7 de fevereiro de 1977.
 
• Seus restos mortais encontram-se sepultados no Cemitério “São Judas Tadeu” de Rafard.
 
• O nome do patrono desta escola foi escolhido pelo ex-prefeito e hoje atual vice-prefeito, Heitor Turolla, com o propósito de render homenagem a Aurélio Sotto pela sua brilhante carreira no Magistério estadual.

Escola Municipal Profª “Josefina Chiarini Borghesi

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Biografia da Patrona

• Josefina Chiarini Borghesi nasceu no dia 21 de novembro de 1942. 
• Filha de Américo Voltaire Chiarini e Maria Ruzza Chiarini
• Casou-se com Olavo de Campos Borghesi e tiveram um filho, Newton Chiarini Borghesi
• Fez curso secundário na Escola Honorato Faustino e o curso normal na Escola Padre Fabiano José Moreira de Camargo, ambas de Capivari.
• Cursou Pedagogia na Faculdade de Ciências e Letras de Ouro Fino.
 
• Regeu classes como substituta efetiva no Grupo Escolar Rafard, na Escola Mista dos bairros: Anselmo, Santa Lídia e Barnabé no período de 1964 a 1968.
• Nomeada como professora efetiva em 24 de setembro de 1968, regeu classes no Grupo Escolar de Jardim Santo.
• Alberto no município de Santo André, na Escola Mista da Fazenda Magdalena em Itu, na 3ª Escola Mista da Estação de Cardeal em Elias Fausto, na Escola Luís Grellet e na Escola Prof ª Jeni Apprilante, em Rafard.
• Josefina exerceu também as funções de coordenadora, vice-diretora e professora de 2º Grau na Escola Profª Jeni Apprilante.
 
• Aposentou-se no dia 11 de julho de 1996.
 
• Faleceu em 9 de julho de 1998.

Prof.“Luís Grellet

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Biografia do patrono

• O professor Luís Grellet, segundo dados colhidos na Escola, nasceu em Itu, no dia 8 de setembro de 1867. 
• Formou-se em São Paulo na Escola Normal da Praça da República, em 1887.
• Em 1888, foi nomeado para uma escola na cidade de Capivari.
 
• Em 1908, com a instalação do Grupo Escolar de Capivari, foi nomeado adjunto.
 
• Em 1912, ele foi removido para o Grupo Escolar de Vila Mariana em São Paulo.
 
• Em 1913, vagando a direção do Grupo Escolar de Capivari, voltou para aquela cidade como diretor do Grupo.
 
• Exerceu o magistério 33 anos sem dar uma falta sequer.
 
• Após 40 anos de exercício, aposentou-se em 1928.
• Mudando-se para São Paulo, continuou a lecionar no Colégio Coração de Jesus.
• Quando completou 60 anos de magistério e 80 anos de idade, recebeu homenagens da Assembléia Estadual e do Congresso das Nações Americanas que se realizava em Petrópolis _ Quitandinha.
• Educar crianças transmitir-lhes, era-lhe um dom. Ele fez da profissão de educador um verdadeiro apostolado, daí a razão da estima, da consideração e do respeito que lhe tinham os colegas e os alunos, principalmente de Capivari, cidade onde morou durante muitos anos.
• Rafard perpetua a memória deste ilustre cidadão ituano, mantendo-a na lembrança das novas gerações que nesta sua escola recebem as primeiras luzes do saber.

Creche Municipal “Benedita Almeida Vendramin” (Dona Tita)

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Biografia da patrona

• Benedita de Almeida Vendramin, conhecida por Dona Tita, nasceu em Capivari no dia 9 de agosto de 1909.
• Casou-se com Emílio Vendramin no dia 14 de fevereiro de 1925, morando em Rio das Pedras e mudando-se para Rafard em 1929.
 
• Tiveram 6 filhos, 28 netos e muitos bisnetos. Era comerciante e ajudou muito os pobres fazendo muitas doações.
 
• Assim, como ex-presidente da República, Getúlio Vargas, Benedita era conhecida como mãe dos pobres.
 
• Na política, foi uma das lutadoras pela emancipação de Rafard e pela construção do Hospital, ao lado de Nair Pellegrini e Terezinha A. Gimenes.
 
• Faleceu em 8 de maio de 1990.

Creche Municipal “Adriana Maria Quagliato”

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Biografia da patrona

• Data de nascimento: 12 de março de 1966
• Nome do pai: Aderch Quagliato
• Nome da mãe: Emília Fornaziero Quagliato
• Estado civil: Solteira
• Escolaridade: Cursou até o terceiro ano do Magistério, na Escola Estadual de Primeiro e Segundo Grau Professora - Jeni Apprilante, mas ela não chegou a se formar, pois, a colação de grau da turma foi em 4 de janeiro de 1985, e Adriana faleceu 2 anos antes.
 
• Lecionou enquanto cursou o magistério na Escola de Educação Infantil Municipal e para isso precisou de um treinamento de Pré-Escola, realizado em Piracicaba.
• Data de falecimento: 21 de dezembro de 1983.







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